Em busca de um diagnóstico

Suspeita de autismo

Embora o autismo seja um espectro e cada indivíduo possa se expressar de maneira diferente, a identificação precoce pode fazer uma grande diferença no desenvolvimento da criança. Muitas crianças podem ser diagnosticadas antes mesmo dos dezoito meses, mas o mais comum é que seja feito entre três e quatro anos.

Isso pode ser difícil para os pais principalmente quando é o primeiro filho e não se tem muita referência. Por isso é mais comum que a criança seja diagnosticada após frequentar a escola.

Muitas vezes são bebês que não demandam muito colo, ficam bem sozinhos, brincam isoladamente, não choram por qualquer motivo, preferem brinquedos à faces humanas. A falta de interação pode ser um dos sinais. Muitas vezes são considerados “bebês bonzinhos”.

Outro sinal comum é o comportamento repetitivo como alinhar brinquedos ou brincar com eles de uma forma inadequada, dificuldades graves no sono, atraso na linguagem e o desinteresse por outras crianças.

Um ou mais desses sinais não significam que a criança é autista, mas na dúvida, siga seus instintos. O melhor a fazer é conversar com seu pediatra ou buscar por um especialista para lhe auxiliar na obtenção ou descarte de um diagnóstico.

 

Por onde eu começo?

O fato é que mesmo desconfiando que seu filho pode ser autista, na maioria das vezes os pais não sabem muito bem quando e por onde começar. Isso vai depender muito das características e sintomas que a sua criança apresenta.

Recomendamos sempre iniciar pelo médico pediatra, o qual já conhece e acompanha a sua criança desde o nascimento. Este médico deverá ser capaz de avaliar e lhe indicar profissionais que darão seguimento à avaliação do seu filho.

Aqui no Brasil normalmente o diagnóstico é feito por médico neuropediatra preferencialmente apoiado em equipe multi ou interdisciplinar.

Como promover a interação por meio da brincadeira?

Admitir que precisa e pode ser ajudada é o primeiro passo. É essencial que o cuidador conte com a ajuda da família, amigos, profissionais e até mesmo vizinhos. Mesmo que sejam mínimos esses momentos, evitam que o cuidador se sinta desamparado. É recomendado que sejam definidos dias e horários em que ele poderá ter uma folga para cuidar de suas próprias questões ou ter tempo livre, mas isso não deve ser eventual, precisa fazer parte da rotina.

Sintomas de autismo

Cada autista é diferente e por isso o chamado transtorno do espectro autista, porém apresentam alguns comportamentos em comum, que podem variar em maior ou menor intensidade algumas vezes passando até despercebidos.
As pessoas com TEA apresentam:

– Interesses e/ou movimentos restritos ou repetitivos. Muitas vezes o hiperfoco impede que autistas participem de outras atividades ou interajam.

– Interação social prejudicada. Algumas pessoas autistas podem se sentir extremamente desconfortáveis em situações sociais e preferem ficar sozinhas na maior parte do tempo.

Além disso muitos autistas podem apresentar:
• Problemas significativos de comunicação que podem ser tanto funcionais como sociais.
• Diferenças nos processos sensoriais (hipo ou hipersensibilidade).
• Prejuízos nas funções executivas, ou seja, na regulação das emoções.
• Desafios nas áreas comportamental, alimentação, sono e cognição.

A importância da intervenção precoce

O TEA não é uma doença, portanto não tem cura, mas a estimulação correta pode ajudar muita na melhora da qualidade de vida.
Quanto menor a criança, maior é a neuroplasticidade, ou seja, a capacidade do cérebro em formar novas conexões. Quanto mais cedo for a intervenção mais chances de que as habilidades estimuladas sejam adquiridas ou desenvolvidas.

Pesquisas mostram que as estimulações devem ser feitas em todos os âmbitos da vida da criança, isto é, deve haver uma parceria entre equipe de saúde, família e escola.

Outro ponto importante é o acolhimento a família para que adquiriram força e persistência no tratamento que a criança com TEA ou suspeita exige.

A intervenção precoce com base cientifica ajudará na criação de vínculo, estabelecimento de afeto e desenvolvimento dos potenciais do autista e na qualidade de vida de toda a família.

Referências

Revista autismo por ARAÚJO, L. A; A importância do diagnóstico precoce; BR- 2019
Disponível em: https://www.revistaautismo.com.br/artigos/sociedade-brasileira-de pediatria/
Acesso em: 28/02/2021

Sociedade Brasileira de pediatria; Neuropediatra tira dúvidas sobre Autismo e destaca importância do diagnóstico precoce; RJ-2019.
Disponível em: https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/neuropediatra-tira-duvidas-sobre-autismo-e-destaca-importancia-do-diagnostico-precoce/
Acesso em: 28/02/2021

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