Quem cuida precisa de cuidados!

O papel do cuidador

Quando uma criança é diagnosticada com autismo é comum que algum familiar, na maioria das vezes a mãe, assuma o papel de cuidador. Além dos cuidados habituais com alimentação, higiene, educação e bem estar, sua função ainda envolve levar, buscar e acompanhar a várias terapias e acima de tudo preocupar-se com o futuro, com o que será daquela criança quando chegar a vida adulta. Será que ela vai conseguir adquirir autonomia? Será que ela vai conseguir conquistar independência?

Os cuidados com quem cuida

A questão é que quem cuida de crianças autistas, em especial os não profissionais, acabam por deixar sua saúde e bem estar de lado. De acordo com pesquisa recentes, mais da metade dos cuidadores declaram sentir-se cansados na maior parte do tempo e a maioria relata não ter uma brecha na agenda para marcar ou comparecer as próprias consultas médicas. Além disso mais da metade admite que precisa de atendimento emocional e que colocam o bem estar da criança acima do seu.

Os cuidadores, quando familiares são impactados emocionalmente muitas vezes com sentimento de tristeza, raiva, culpa e medo. Além disso existe o impacto ao estilo e qualidade de vida. É comum que seja necessário adaptar horários para ajudar a crianças nas terapias e isso inclui mudanças, seja no horário de trabalho ou necessidade de abandoná-lo, na diminuição de renda e no aumento dos gastos.

Além disso para muitos os momentos de lazer, passeios, viagens e encontros com os amigos também ficam restritos.

É essencial que o cuidador tome algumas medidas para resguardar sua saúde física e mental:

 
  • Aceitar ajuda
  • Adotar rotina de hábitos saudáveis
  • Buscar suporte emocional

Aceitar ajuda

Admitir que precisa e pode ser ajudada é o primeiro passo. É essencial que o cuidador conte com a ajuda da família, amigos, profissionais e até mesmo vizinhos. Mesmo que sejam mínimos esses momentos, evitam que o cuidador se sinta desamparado. É recomendado que sejam definidos dias e horários em que ele poderá ter uma folga para cuidar de suas próprias questões ou ter tempo livre, mas isso não deve ser eventual, precisa fazer parte da rotina.

Adotar rotina de hábitos saudáveis

É importante que o cuidador adote uma rotina de hábitos saudáveis, cuidando da alimentação e assegurando-se de fazer ao menos três refeições balanceadas diárias, dormir de 6 a 8 horas contínuas por noite e tente realizar exercícios físicos, ainda que seja alguns alongamentos ou pequenas caminhadas, já podem trazer benefícios. E aí você está se perguntando: Tudo isso é muito lindo na teoria, mas como colocar em prática?

Se você conta com uma rede de apoio, ótimo. Estabeleça uma rotina em que consiga tornar esses hábitos parte de sua vida, mas você precisa dar o primeiro passo.

Se você não conta com essa rede de apoio, que tal aproveitar o tempo em que seu filho está na sala do terapeuta e fazer uma caminhada ao redor do quarteirão? Comece com pequenas mudanças e com o tempo verá que você conseguirá incorporar esses hábitos na sua rotina de vida.

Buscar suporte emocional

O impacto de ter um filho ou familiar com TEA e a necessidade de se envolver nos cuidados diários já são bastante impactantes, mas além disso ainda tem as questões relacionadas ao futuro.

Será que meu filho vai conseguir aprender? Será que vai ser independente? E tudo isso torna a questão ainda mais delicada. Por esse motivo, é preciso que o cuidador busque algum tipo de suporte emocional, de preferência profissional através do acompanhamento individual de um psicólogo ou/e de grupos de apoio de familiares.

Além disso é necessário que o cuidador encontre alguma atividade que goste e que pelo menos tente sair e encontrar amigos e que nesses momentos evite que a conversa gire em torno da questão do autismo. É preciso que a cabeça esteja arejada com amenidades e outros assuntos.

Não importa se você terá 5 minutos ou 5 horas livres, o importante é cuidar de você e lembrar que para cuidar de alguém antes de tudo, é necessário que você esteja bem!

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